Conselho da USP dá aval para cessão de navio que será transformado em recife artificial em Ilhabela

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O navio oceanográfico “Prof. W. Besnard”, que será usado como recife artificial em Ilhabela

Reginaldo Pupo

Ilhabela – O Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) aprovou nesta terça-feira (19) a alienação do navio “Prof. W. Besnard”, que permitirá ao IO (Instituto Oceanográfico) ceder ou transferir a embarcação a qualquer interessado, sem precisar de novo aval do Conselho. A decisão abriu a possibilidade do navio ser cedido para a prefeitura de Ilhabela, que pretende transformá-lo num recife artificial.

Em dezembro de 2014 o conselho havia aprovado a doação do navio ao Uruguai. Entretanto, o governo uruguaio desistiu do processo. Em outubro do ano passado, o conselho aprovou que os equipamentos históricos fossem retirados da embarcação.

O antigo navio de pesquisas oceanográficas, que seria cortado para ser vendido como sucata, já realizou mais de nove mil expedições, algumas delas para a Antártida. Segundo a prefeitura de Ilhabela, ele será afundado de forma controlada entre as pontas da Sela e Sepituba, ao sul do arquipélago, a uma profundidade entre 20 e 25 metros.

“Cemitério”

O arquipélago de Ilhabela é considerado um dos maiores “cemitérios” de naufrágios do mundo. Centenas de navios, rebocadores e barcos jazem nas profundezas do oceano. O mais famoso é o transatlântico espanhol “Príncipe de Astúrias”, considerado o “Titanic brasileiro” devido ao número de vítimas fatais: mais de 1,5 mil. No último dia 5 de março, completaram-se 100 anos do acidente.

Apesar das centenas de navios naufragados, são raras as embarcações onde é possível a prática de mergulho. A maioria está a mais de 30 metros de profundidade, o que dificulta a visitação por mergulhadores profissionais e amadores. O “Príncipe de Astúrias” está entre 20 a 50 metros de profundidade, de proa à popa.

De acordo com a prefeitura de Ilhabela, diversos mergulhadores profissionais adeptos à ideia do recife artificial realizaram mergulhos para uma vistoria técnica e aprovaram o local onde o “Prof. W. Besnard” será naufragado. Antes, a embarcação sofrerá um processo de descontaminação.

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Navio está atracado no porto de Santos, sucateado, e tem custo de R$ 22 mil mensais para manutenção

Vida marinha

O recife artificial também servirá para que diversas espécies de peixes e outros animais marinhos sejam atraídos e possam se reproduzir. Na Ilha das Cabras, região mais central de Ilhabela e paraíso dos mergulhadores, há um chassi de caminhão afundado há décadas, onde a vida marinha é rica, já que o local é protegido por um decreto municipal que criou o Santuário Ecológico Marinho de Ilhabela. A ilha é um dos locais mais procurados para a prática recreativa e esportiva do Brasil.

“Atualmente o navio está atracado no porto de Santos, todo enferrujado, gerando custos para o Estado. Em Ilhabela vamos fazer o naufrágio controlado para servir como ponto turístico para os praticantes do mergulho”, explicou o prefeito Antonio Colucci (PPS). Segundo a USP, R$ 22 mil são gastos mensalmente para a manutenção do navio.

Ainda de acordo com o prefeito, o passadiço (cabine de comando) será recuperado e exposto no Museu Náutico da cidade. “O governador (Geraldo Alckmin) aceitou bem a proposta e o projeto está bem avançado”, disse ele, apesar do navio pertencer à USP. A prefeitura não informou, porém, quanto irá disponibilizar de recursos para realizar o naufrágio controlado, que exigirá uma grande operação de logística e de embarcações, dezenas de profissionais e de empresas especializadas que deverão ser contratadas. Também não informou quando ocorrerá a operação.

O navio serviu à instituição entre 1967 e 2008 para pesquisas marítimas e realizou nove mil estações oceanográficas. Em 2008, a embarcação sofreu um incêndio, que a deixou inoperante. Nos últimos dois anos, a USP, em parceria com a Fapesp, adquiriu duas novas embarcações oceanográficas, o navio “Alpha Crucis” e o barco “Alpha Delphini”, que agora substituem o velho navio.

Bandidos explodem duas agências bancárias em Boiçucanga e na fuga matam policial civil. Duas mulheres também são baleadas

São Sebastião – Ao menos 10 homens encapuzados e fortemente armados explodiram os cofres das agências do Bradesco e Itaú, localizadas no bairro de Boiçucanga, na Costa Sul de São Sebastião, por volta das 2h da madrugada desta sexta-feira (8 de abril). Ao contrário de outros ataques, que eram direcionados aos caixas eletrônicos, desta vez, os bandidos foram diretamente ao cofre central das duas agências. No Bradesco, a quadrilha não conseguiu retirar o dinheiro e um dos explosivos ficou intacto. Já no Itaú, parte do dinheiro foi levada.

Toda a ação ocorreu a poucos metros do 2º Distrito Policial e da base da Polícia Militar. Com o som das explosões, que acordaram todo o bairro, a Polícia Militar foi até o local com a única viatura disponível e foi recebida a tiros. Reforços de Caraguatatuba, a 50km de distância do bairro, foram chamados. Duas mulheres que estavam passando pelo local em uma caminhonete foram atingidas por balas perdidas e socorridas ao pronto-socorro local, que não informou o estado de saúde delas.

Os bandidos fugiram em dois carros que foram roubados em Guarujá, na Baixada Santista. Quatro deles, em um veículo, tentaram roubar um Honda Civic preto que estava trafegando pela Rodovia Rio-Santos, entre os bairros de Boiçucanga e Maresias. Para parar o veículo, atiraram nos pneus. O condutor do Civic, que era policial civil e estava com familiares, tentou revidar, mas foi executado.

O filho do policial tomou a direção do Civic e fugiu sentido Maresias, mesmo com os pneus furados. Com o carro danificado, as vítimas pararam próximo à caixa d´água da Sabesp, em Maresias, e se esconderam no meio do mato até a chegada da Polícia Militar.

Segundo a PM, os bandidos fugiram em uma lancha branca com lista azul, de pequeno porte, sentido Barra do Una ou Guarujá.

Moradores relatam momentos de pânico e intensa troca de tiros

São Sebastião – Moradores de Boiçucanga relataram durante a madrugada, nas redes sociais, momentos de pânico devido ao som das explosões  e diversas rajadas de tiros que, possivelmente, teriam sido disparados por armamentos como submetralhadoras e fuzis.

Duas mulheres deram entrada no pronto-socorro de Boiçucanga, baleadas, mas a reportagem não conseguiu apurar se elas foram atingidas na rua, durante a troca de tiros, ou se ocupavam o Honda Civic com o policial.

“Fiquei em pânico, era muito tiro e tudo durou por quase uma hora. Não sei dizer quem estava trocando tiros com quem, mas era muito tiro”, disse uma moradora, por meio do Facebook.

Durante a madrugada, a PM recebeu diversas denúncias de moradores informando o paradeiro de alguns bandidos na Rua Apiaca, em Boiçucanga, próximo ao rio. Segundo a denúncia, diversos homens estariam escondidos no mato. Na Rua Edgard Fenerich, um morador relatou ter ouvido som de pessoas utilizando uma serra elétrica próximo à sua residência.

Até o fechamento desta reportagem (3h51), não foi possível saber o estado das vítimas e levantar informações complementares sobre as explosões das agências bancárias, pois a ocorrência ainda estava em andamento. Portanto, as informações, neste momento, ainda são desencontradas.

Reportagem atualizada às 3h51

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Idosa de 82 anos é estuprada após assalto em Ilhabela

Ilhabela – Uma senhora de 82 anos teve sua casa invadida no final da manhã desta segunda-feira (7) na região do bairro Barra Velha, em Ilhabela, por um rapaz jovem, magro, que anunciou um assalto utilizando duas facas que pertenciam à própria vítima e que estavam na cozinha.

Após o roubo, o bandido ainda estuprou a vítima. Após ser acionada, a Polícia Militar realizou diligências nas proximidades e deteve um suspeito do crime. Como a ocorrência ainda está em andamento, a foi possível a reportagem obter mais informações.

Chuvas deixam 23 famílias desalojadas e provocam novos deslizamentos em São Sebastião

Texto e fotos: Reginaldo Pupo

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As pedras deslizaram sobre as duas pistas da Rio-Santos

São Sebastião – As chuvas que atingem o litoral norte paulista desde o início da noite do último domingo (28) continuam causando estragos na região. Além do casal que morreu soterrado no bairro Vila Tropicanga, na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião, deixando também duas crianças feridas na madrugada da última segunda-feira (29), o mau tempo continua causando alagamentos e quedas de barreiras.

Segundo a Defesa Civil, 23 famílias estão desalojadas e foram encaminhadas para casas de parentes ou amigos. Outras três estão desabrigadas. Elas residem na Zona Especial de Interesse Social (Zeis) Lobo Guará, em Cambury e foram encaminhadas para um ginásio de esportes. Na casa delas a água atingiu 1,50m de altura.

O Fundo Social de Solidariedade está arrecadando kits de higiene e de limpeza, alimentos, roupas, roupas de cama, sapatos, colchões, móveis, eletrodomésticos, água, entre outros itens para ajudar as famílias desalojadas e desabrigadas.

A Defesa Civil recebeu nesta terça-feira (01) reforços de técnicos do órgão de São Paulo, do Instituto Geológico (IG) e da Polícia Ambiental e está realizando vistorias nas áreas mais críticas e de risco. Após uma primeira avaliação, o município decretou estado de alerta.

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Tráfego segue no sistema “pare e siga”

Novos deslizamentos. Nesta terça-feira, dois novos deslizamentos e uma queda de barreira foram registrados nos bairros São Francisco, Juquehy e Cambury. Segundo a Defesa Civil, em Cambury o deslizamento atingiu quatro casas por volta das 4h30 desta madrugada. Uma família – três crianças e um adulto – ficou presa em sua residência e somente foi socorrida após os agentes da Defesa Civil quebrarem o muro. Em Juquehy, o deslizamento atingiu uma casa e danificou uma residência de alto padrão. Ninguém ficou ferido.

Na Praia de São Francisco, diversas pedras, uma delas pesando mais de duas toneladas, deslizaram sobre as duas faixas da Rodovia Rio-Santos, no km 120, por volta das 10h, horário de intenso tráfego. O fluxo segue no sistema de “pare e siga” por um dos acostamentos, único lugar que não foi atingido. Ninguém ficou ferido. Não há previsão para a liberação total da pista, já que no local ainda há risco de deslizamentos. Assustado, o motorista Carlos Diniz, de 38 anos, disse que as pedras deslizaram assim que ele passou pelo trecho. “Só ouvi o estrondo atrás do carro. Foi quando vi o tamanho da pedra que havia acabado de cair. Nasci de novo”.

Segundo o chefe da Defesa Civil de São Sebastião, Carlos Eduardo dos Santos, a previsão é de que a chuva continue nos próximos dois dias. “Se o mau tempo continuar conforme está previsto, vamos ter que remover provavelmente mais seis famílias porque há risco de descer mais terra”, disse. Uma dessas casas, onde moram 10 pessoas, está localizada em Juquehy e corre o risco de ser atingida por novos deslizamentos.  “Essas pessoas deverão ser removidas porque a terra está descendo e deve chegar até o imóvel que está bem embaixo”, afirmou Santos.

Casal morre soterrado e crianças são feridas em São Sebastião. Ponte é levada por enxurrada e motorista se salva a nado

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Rotatória do bairro de Boiçucanga totalmente alagada pela chuva. Bairro ficou isolado

Texto e fotos: Reginaldo Pupo

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Lindomar e Carla

São Sebastião – Duas pessoas morreram soterradas e duas crianças ficaram feridas após o desabamento de um muro de arrimo sobre a casa em que moravam na Vila Tropicanga, localizada no bairro de Boiçucanga, em São Sebastião.O deslizamento ocorreu às 3h15 da madrugada desta segunda-feira (29). A família dormia quando foi surpreendida pela enxurrada de lama, que provocou a queda do muro, que havia sido construído justamente para evitar a invasão da encosta.

O local do acidente é considerado área de risco e centenas de pessoas vivem de forma irregular, em áreas invadidas. As vítimas foram identificadas como Lindomar Santana de Souza, 36 e Carla Fonseca Santos, 33. As crianças têm 10 e seis anos. Elas foram socorridas com vida e tiveram ferimentos leves.

Segundo o chefe da Defesa Civil de São Sebastião, Carlos Eduardo dos Santos, o casal morreu na hora. As duas crianças foram socorridas com vida e tiveram ferimentos. O acidente foi provocado pelas fortes chuvas que atingem o litoral norte desde o final da tarde deste domingo (28). De acordo com Santos, das 19h de domingo até às 7h da manhã desta segunda-feira (29), choveu 218mm, o equivalente a três meses de precipitação.

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Diversas árvores caíram sobre um trecho de 20m e ocuparam as duas faixas da rodovia

As chuvas provocaram também a queda de diversas barreiras ao longo da Rodovia Rio-Santos, que corta os municípios de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião. Ainda em São Sebastião, a rodovia está totalmente bloqueada desde as 4h da manhã de hoje, devido à queda de diversas árvores num só trecho, de aproximadamente 20 metros, além de um poste de energia, que estava energizado com 13 mil volts e escorado apenas pelos cabos de alta tensão, até as 7h de hoje.  Não há precisão de liberação da pista, que teve as duas faixas tomadas pelos galhos das árvores.

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Poste energizado com 13 mil volts está escorado pelos fios de alta tensão

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Ruas do bairro Perequê-Mirim, em Caraguá, alagadas

A interdição da Rio-Santos isolou metade da Costa Sul de São Sebastião. Além disso, diversas ruas ficaram alagadas. Apenas ônibus e caminhões conseguiam trafegar pelas ruas do bairro.  Sem saber da interdição, diversos motoristas ficam presos ao trânsito. Crianças que saíam para a escola e moradores que se dirigiam ao trabalho tiveram que retornar. Muitos moradores tiveram suas casas invadidas pela água, que também atingiu vários comércios.

As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros, Samu e Defesa Civil tiveram dificuldades para chegar aos locais onde a situação era mais crítica, já que praticamente todas as ruas estão alagadas e a chuva não oferece trégua.

Por volta das 20h de domingo, a ponte que liga as praias de Barra do Una a Juquehy foi levada pela enxurrada e levou um carro que estava passando sobre ela no momento do acidente. O motorista conseguiu se salvar nadando até a margem do rio.

Em Caraguatatuba, a Rodovia Rio-Santos está interditada, também sem previsão de liberação, devido ao alagamento da pista na divisa com São Sebastião. Apenas ônibus e caminhões conseguem passar pelo trecho, que tem congestionamento de cerca de cinco quilômetros nos dois sentidos.

Texto atualizado às 7h40

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Naufrágio do Príncipe de Astúrias, em Ilhabela, completa 100 anos

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Cartão postal criado pela empresa que construiu o Príncipe de Astúrias

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O comandante José Lotina

REGINALDO PUPO

Ilhabela – Eram cerca de 4h da madrugada de 5 de março de 1916, quando centenas de passageiros pulavam descontraidamente o carnaval nos luxuosos salões do paquete espanhol Príncipe de Astúrias, um luxuoso transatlântico que havia zarpado de Barcelona, na Espanha, no dia 17 de fevereiro, com destino a Argentina. Antes, pararia em Santos, para o desembarque de 89 passageiros e 265 toneladas de carga.

Chovia torrencialmente e o cinza da tempestade contrastava com as cores e a alegria do carnaval. Quinze minutos depois, ouviu-se um forte estrondo e a alegria se transformou em desespero, agonia e morte. O navio, que realizava sua sexta viagem para a América Latina, sucumbia às águas do arquipélago de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, após chocar-se violentamente contra a única laje da temida Ponta da Pirabura, provocando um rasgo de 44 metros no casco. Foi à pique em menos de cinco minutos, não dando chance para quase ninguém sobreviver.

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A tripulação do Príncipe de Astúrias, que fazia sua sexta viagem à América Latina

A música deu lugar a gritos e aflição. Nas classes mais pobres, onde todos dormiam, o sono mergulhou no caos. Nesses cinco minutos, toneladas, e principalmente, milhares de sonhos, foram a pique. O Príncipe de Astúrias podia transportar até 1.890 passageiros, dos quais 150 na primeira classe, 120 na segunda, mais 120 na segunda econômica e 1,5 mil em alojamentos para imigrantes. Naquela madrugada, o navio navegava sob o comando experiente do ainda jovem capitão José Lotina. Neste curto período de tempo, 477 pessoas morreram, a maior parte delas presas aos escombros. Todos dormiam e os que conseguiram acordar, sequer tiveram tempo de abrir as cabines. Oficialmente o navio transportava 654 pessoas, sendo 193 tripulantes.

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Isidor Prenafeta, hoje com 81 anos, ao lado de seu avô Gregório Siles, que sobreviveu ao naufrágio

Curiosamente, o navio não fazia o caminho usual, ao largo das ilhas, mas passava perigosamente próximo à costeira, entre Ilha da Vitória e Ilha de Búzios. A escuridão reinava. Diante da pouquíssima visibilidade e da chuva intensa, Lotina ordenara o apito de sereia, destinado a alertar possíveis embarcações e evitar qualquer colisão. No passadiço, diante do clarão de um raio, viu um paredão rochoso bem próximo.

“É terra?”, perguntou Lotina para seus oficiais. Sem esperar a resposta, prontamente ordenou, no telégrafo: “Toda a força à ré, todo o leme à boreste!”. Nada mais podia ser feito. Vários estalos precederam duas grandes explosões, decorrentes do contato da água gelada com as caldeiras extremamente quentes, o que fez o navio partir-se em dois.

Neste momento, centenas de imigrantes e viajantes, em suas camas, morreram. Muitos dos que conseguiram chegar ao convés ainda com vida, perderam-se ao serem jogados contra as pedras. Os pedidos de socorro não puderam ser transmitidos, em razão da rapidez do naufrágio.

Passageiros clandestinos

Segundo depoimento dos sobreviventes à Capitania dos Portos de Santos à época, além das 654 pessoas, havia mais de 800 viajando clandestinamente, que fugiam da Primeira Guerra Mundial. O número de mortos, portanto, pode ter passado de mil. O que aumenta a dimensão e a tragédia deste desastre é o fato de que os 1,5 mil passageiros que viajavam no transatlântico não tinham registro, pois apenas os viajantes das classes mais sofisticadas tinham seus nomes cadastrados. Centenas de mortos nunca foram localizados ou identificados.

A maioria dos passageiros da primeira classe era formada por industriais que já eram radicados na América do Sul e viajavam a negócios. Além de passageiros, o Príncipe de Astúrias levava, dentre uma extensa lista de carga, 40 milhões de libras esterlinas em ouro destinadas a pagar alimentos e suprimentos fornecidos pela Argentina durante a Primeira Grande Guerra. Levava ainda a bordo 11 toneladas de ouro, que serviriam como lastro monetário para abertura de um novo banco. Essa carga valiosa nunca foi localizada.

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O interior do Príncipe de Astúrias

O que havia de mais valioso, culturalmente, eram nove estátuas em bronze. O conjunto era destinado a compor e finalizar o monumento de Los Espanholes, uma homenagem que a colônia espanhola na Argentina prestava ao centenário da independência platina.

Socorro aos náufragos

Pela manhã, poucas horas depois do desastre, o Vega, um navio francês que passava nas proximidades da tragédia, avistou sobre as águas vários destroços. Seu capitão ordenou a redução da marcha, quando constatou dois sobreviventes no mar. Iniciava-se assim o resgate de 143 pessoas que estavam à deriva e pelas costeiras. Curiosamente, este salvamento só foi possível graças ao mesmo fenômeno magnético, que alterou a rota do navio francês e fez com que ele se aproximasse do naufrágio.

Outro navio, o Patrício de Satrustegui, encontrou e recolheu vários corpos. Milagrosamente, muitos sobreviventes puderam ser amparados pelos caiçaras, dias depois, encontrados perambulando pelas matas. A dimensão do ocorrido motivou diversas ações de solidariedade e amparo, em Santos, São Paulo e Buenos Aires. Por várias semanas, corpos se amontoavam pelas praias do Litoral Norte. Na costeira da região do desastre, centenas de corpos foram recolhidos e sepultados em cemitérios improvisados, na Praia da Serraria. O cenário de destruição impressionava até os mais experientes

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Mergulhador diante dos destroços do navio

“Triângulo das Bermudas” brasileiro

A região onde naufragou o “Príncipe de Astúrias” é conhecida como o “Triângulo das Bermudas” brasileiro. Centenas de navios, alguns naufragados no século 19, foram à pique naquela região, possivelmente, pelo mesmo motivo. Atualmente existe no local um “cemitério” com mais de 100 embarcações naufragadas. O mergulhador, pesquisador e escritor Jeannis Platon, que fez 120 expedições ao Príncipe de Astúrias nos últimos 40 anos, explica que a região sul do arquipélago de Ilhabela possui forte onda magnética, que alterava as bússolas das embarcações, que eram o único instrumento de navegação à época.

“A agulha da bússola fica descompensada ao ser atraída por um dos minerais que compõem a ilha. A erupção de um vulcão há milhões de anos teria lançado radiação para a superfície, o que formou um campo magnético”, explica Platon. O Príncipe de Astúrias naufragou quatro anos após o Titanic, sendo considerado o segundo maior naufrágio do mundo pelas dimensões e número de vítimas, perdendo justamente para o Titanic, que teve 1,5 mil mortos.

Ator Herson Capri perdeu três parentes na tragédia

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Capri perdeu o avô e mais duas crianças

Ilhabela – O ator Herson Capri perdeu três dos cinco parentes que viajavam clandestinamente no Príncipe de Astúrias, fugidos da Primeira Guerra Mundial. Segundo ele, seu avô italiano Angelo Capri e seu filho de 13 anos conseguiram sobreviver. A esposa de Angelo e duas crianças não resistiram. Angelo  estava na cabine junto com a esposa e as crianças. Renato, de 13, estava dormindo em outra cabine.

“Era madrugada de carnaval, fim de festa. No navio, Renato acordou já com água na altura do joelho, no seu camarote, e saiu correndo para se salvar. Angelo e Sofia ouviram um barulho muito forte e sentiram um baque. Angelo disse que ia buscar os salva-vidas, abriu a porta e a água invadiu a cabine. Já no mar, meu avô agarrou uma criança que gritava ‘papa’ com sotaque espanhol, e ele a pegou pensando que podia ser uma das crianças dele, o filho de 6 ou 8 anos. Como era um bom nadador, nadou o resto da noite toda, com a criança nas costas, tentando se agarrar nas pedras para onde a correnteza o levava, mas não conseguiu por causa do limo. Ficou machucado nas mãos e nos braços. Ele dizia que chegou a enxergar algumas luzes muito fracas e muito distantes. Pela manhã conseguiu chegar numa praia. Verificou que a criança não era seu filho, ficou desesperado e tentou voltar para o mar na tentativa de resgatar alguém da família, mas os moradores da ilha o impediram. Depois se soube que era uma criança argentina que estava com a família a bordo e cujo pai também teria se salvado, ou em outra versão, a criança estava sozinha, filho de pais separados, estaria indo para Buenos Aires para ficar com a mãe”, relata Herson Capri.

Segundo o ator, a família agradeceu por carta o salvamento da criança e ofereceu ajuda ao meu avô para o que ele precisasse no Brasil. “Ele teria confundido o menino na hora do salvamento porque o seu filho também tinha sotaque espanhol, pois eles moraram nas Antilhas durante alguns anos”.

Ainda de acordo com Capri, o adolescente Renato também se salvou nadando e, na praia, conseguiu reencontrar o pai. “Meu avô perdeu a esposa, três filhos (um bebê, um menino de 6 ou 8 anos, e uma menina de 15 anos) e quase toda a sua fortuna no naufrágio”, afirma Capri, com base nos relatos de seu tio Renato, o adolescente sobrevivente. Angelo acabou se radicando em Curitiba e depois seguiu para Ponta Grossa.

O desastre com o Príncipe de Astúrias fez Herson descobrir que seu sobrenome, na verdade, é Capra, e não Capri. Atrás da história de seu avô, foi para Verona, na Itália, e conseguiu localizar o registro de nascimento na província de Sanguinetto, próximo a Verona, e seu registro no Exército. Os documentos traziam o nome de “Angelo Capra”, com os mesmos nomes dos pais e mesma data de nascimento. “Para que a família pudesse ter passaporte italiano tive que trocar todos os documentos, de todos, para Capra, inclusive os meus”.

Ilhabela prestará homenagem aos mil mortos na tragédia

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Jeannis Platon, que lança livro sobre o Príncipe de Astúrias em março

Ilhabela – No próximo sábado, 5 de março, quando se completará 100 anos do naufrágio, o mergulhador, pesquisador e escritor Jeannis Platon irá comandar uma procissão, liderada por um navio-patrulha da Marinha, até o local do acidente,  para prestar homenagens às vítimas. Diversas embarcações, que sairão de algumas marinas e do Yach Club Ilhabela, também irão participar. “Vamos colocar uma coroa de flores e um pastor irá realizar um ato religioso em memória dos mortos na tragédia”, conta Platon.

Isidor Prenafeta, de 81 anos, neto de Gregorio Siles, que trabalhava no navio como engenheiro elétrico e que se salvou da tragédia, sairá de Barcelona para acompanhar a solenidade marítima. Ele é autor do livro “El mistério de Príncipe de Asturias – El Titanic Español”, lançado na Espanha, país de origem do navio, e conta toda a tragédia em detalhes, com base em diversos depoimentos de seu avô, que morreu 34 anos depois do acidente. “Estou muito ansioso para participar da homenagem e já preparado emocionalmente para estar no exato lugar onde o navio afundou”.

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Isidor Prenafeta e Jeannis Platon

Jeannis Platon é o maior especialista do Principe de Astúrias no Brasil. Ele realizou mais de 120 expedições aos destroços nos últimos 40 anos. Seu primeiro mergulho foi em 1969. “Mas levei oito meses para localizá-lo, já que a região tem águas extremamente violentas e um mergulho ali exige extrema perícia e profissionalismo”. O navio está entre 18m e 42 metros de profundidade.

Em várias das expedições, Platon, a pedido da Marinha, resgatou uma das estátuas que estavam sendo transportadas para a Argentina. Atualmente ela está em exposição, restaurada, no Museu da Marinha no Rio de Janeiro. Diversas peças do navio, como pratarias, talheres e diversos objetos, estão expostos no Museu Náutico de Ilhabela. “O Príncipe de Astúrias tem muito mais histórias que o Titanic, pelos seus detalhes e mistérios”, revela.

Fascinado por mistérios, Platon dedicou um capítulo inteiro sobre o Príncipe de Astúrias em seu livro “Ilhabela e Seus Enigmas”. Após conhecer Prenafeta em Barcelona, onde visitaram o museu marítimo local para conhecerem a maquete oficial construída pelo estaleiro do navio, resolveu escrever um livro dedicado exclusivamente ao navio e que será terá seu pré-lançamento no dia em que a tragédia completará 100 anos.

Ator Herson Capri perdeu três parentes no naufrágio do “Príncipe de Astúrias” em Ilhabela

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O ator Herson Capri, conhecido por sua atuação no teatro e em telenovelas, perdeu três parentes no naufrágio do “Príncipe de Astúrias”, entre elas, uma criança de 8 anos e um bebê de 2 anos. O navio naufragou no dia 6 de março de 1916 e o caso completará 100 anos na próxima semana.  O Portal Litoral Norte publica uma série de reportagens sobre a tragédia que ficou para a História na navegação mundial

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R E G I N A L D O    P U P O

Rio de Janeiro (RJ) – O ator Herson Capri, conhecido do público brasileiro por sua atuação no teatro e em telenovelas, perdeu três parentes durante o naufrágio do transatlântico espanhol “Principe de Astúrias”, que naufragou na madrugada de 6 de março de 1916, na Ponta da Pirabura, em Ilhabela, deixando oficialmente 477 mortos de diversas nacionalidades.

Extraoficialmente, possivelmente mais de mil pessoas podem ter morrido no acidente, já que o luxuoso transatlântico levava, em suas cabines inferiores, centenas de pessoas que se refugiavam da Primeira Guerra Mundial. Vários desses corpos foram localizados durante várias semanas no entorno de Ilhabela.

Três deles, a esposa de seu avô materno, Sofia, seu sobrinho de oito anos e um bebê de dois anos, foram localizados posteriormente. Segundo Capri contou ao Portal Litoral Norte, seu avô e o filho dele, de 18 anos, conseguiram se salvar e se encontraram numa mesma praia.

“Meu avô queria retornar ao navio para tentar salvar sua esposa e as crianças, mas os caiçaras que estavam na praia não deixaram ele retornar, já que o mar estava bravio”, conta Capri, com base no testemunho de seu tio. Herson Capri nasceu 35 anos após o acidente.

Fugitivo clandestino

imagesCapri conta que seu avô, que era da cidade de San Sanguineto, próximo a Verona, viajava clandestinamente na segunda classe do “Príncipe de Astúrias”, fugindo da Primeira Guerra Mundial, assim como centenas de outros passageiros de diversos países, que também morreram na tragédia. “Ele já conhecia a América do Sul e estava indo para a Argentina rever o filho que ia se casar”.

Herson Capri relembrou os momentos de pânico vividos por seus parentes. “Foi tudo muito rápido, em menos de cinco minutos, a água tomou a segunda classe. Meu avô subiu para a primeira classe para tentar conseguir alguns salva-vidas, mas quando retornou à segunda classe, a água já havia invadido todo o andar e sua esposa e as crianças já estavam mortos”. Ainda segundo Capri, seu avô somente conseguiu rever seu sobrinho de 18 anos três horas após o naufrágio.

Homenagem

asturiasO ator informou que tentará vir para Ilhabela para participar da homenagem que a Marinha do Brasil irá realizar às vítimas do “Príncipe de Astúrias” no próximo dia 6 de março, data em que serão completados 100 anos do acidente.

Uma procissão sairá da região central de Ilhabela em direção ao local do acidente. Uma coroa de flores será atirada ao mar. O neto do tripulante Gregorio Siles, Isidor Prentice Siles, participará do ato. Gregório era tripulante do navio e sobreviveu ao naufrágio e morreu 34 anos após o acidente.

Embarcações de diversas marinas e garagens náuticas do litoral norte também participarão da homenagem. A Marinha deverá enviar uma embarcação de grande porte para que o ato seja realizado. Um padre também estará presente para rezar para as vítimas.

 

Filha denuncia o próprio pai por porte ilegal de arma em Caraguatatuba

Caraguatatuba – Após uma discussão, uma jovem de Caraguatatuba denunciou o próprio pai à polícia por porte ilegal de arma na manhã desta terça-feira (23), em Caraguatatuba. Depois de discutirem, o acusado saiu para trabalhar em seu veículo, uma Kombi branca. Assim que ele deixou a casa, a jovem ligou para a Polícia Militar para informar que seu pai portava um revólver calibre 38.

Quando os policiais chegaram à residência, o acusado, que trabalhava com vendas, já havia saído, mas a jovem mostrou aos policiais onde a arma se encontrava. Além do revólver calibre 38, os PMs também localizaram uma espingarda. O policiamento de Caraguatatuba e São Sebastião recebeu um alerta para abordar a Kombi do acusado, que foi localizada nas proximidades do bairro Perequê Mirim.

Ele foi levado à delegacia de polícia de Caraguatatuba, mas até as 9h desta manhã, a ocorrência ainda estava em andamento.

Príncipe de Astúrias 100 anos: Neto de sobrevivente vem a Ilhabela participar de homenagens

E X C L U S I V O  !

No próximo dia 6 de março serão completados 100 anos do maior naufrágio da América Latina, ocorrido com o paquete “Príncipe de Astúrias”, dois anos depois do famoso “Tiitanic”, ainda tido como o maior naufrágio do planeta.  A partir de hoje, o Portal Litoral Norte inicia uma série de reportagens sobre a tragédia que ficou para a História na navegação mundial

R E G I N A L D O    P U P O

SELO ASTURIASBarcelona (ESP) – O próximo dia 6 de março será marcado pelo centenário do naufrágio do paquete espanhol “Príncipe de Astúrias”, que sucumbiu ao mar na madrugada de 6 de março de 1916, na Ponta da Pirabura, em Ilhabela, deixando oficialmente 477 mortos de diversas nacionalidades.

Extraoficialmente, possivelmente mais de mil pessoas podem ter morrido no acidente, já que o luxuoso transatlântico levava, em suas cabines inferiores, centenas de pessoas que se refugiavam da Primeira Guerra Mundial.

Vários desses corpos foram localizados durante várias semanas no entorno de Ilhabela. Alguns deles apareceram em Ubatuba. De acordo com relatos dos sobreviventes, inclusive de membros da tripulação, à epoca, o navio se chocou contra as rochas enquanto seus passageiros pulavam o Carnaval a bordo. Da batida ao fundo do mar, foram apenas cinco minutos, tempo insuficiente para que todos pudessem se salvar. Muitos sequer tiveram tempo de sair de suas cabines.

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Isidor com seu avô Gregorio, que sobreviveu ao acidente

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Gregori Siles, que sobreviveu à tragédia

Um dos sobreviventes foi o espanhol Gregorio Siles, que à época tinha 36 anos e trabalhava no “Príncipe de Astúrias” como técnico elétrico, o equivalente a engenheiro eletricista nos dias de hoje.

Seu neto, Isidor Prentice Siles, que hoje tem quase 80 anos e mora em Barcelona, escreveu um livro para retratar as histórias que seu avô lhe contava sobre a tragédia. Ele estará em Ilhabela a partir do dia 3 de março, para participar das homenagens aos mortos no acidente (leia texto abaixo).

“Meu avô morreu 34 anos depois do naufrágio, em 1950, aos 72 anos, de um ataque de asma. Ele fumava muito. Reuni todas as histórias num livro, que foi lançado aqui na Espanha”, conta Prenafeta ao Portal Litoral Norte. Ele diz se recordar dos momentos familiares, quando se reuniam em casa.

“Após escrever nove livros, achei que agora seria a hora certa de contar toda a verdade para tentar desvendar os vários mistérios que circundam o acidente. Levei muito tempo para investigar algumas coisas complicadas”, disse ele, que não adiantou quais seriam essas “coisas complicadas”.

Siles afirmou que está ansioso para retornar o Brasil para as homenagens às vítimas do naufrágio. Ele será recebido pelo também escritor Jeannis Platon, um dos maiores especialistas no assunto, com diversas expedições realizadas aos destroços do navio. “Quero viver todas as emoções de celebração do centenário e aproveitar para conhecer novas pessoas”.

Marinha do Brasil realizará procissão e cerimônia para homenagear vítimas no local do naufrágio

 

OFICIALES PdeA

A tripulação do Príncipe de Astúrias

Ilhabela – A Marinha do Brasil irá realizar no próximo dia 6 de março, data em que serão completados 100 anos do acidente, uma homenagem às vítimas do Príncipe de Astúrias.

Uma procissão sairá da região central de Ilhabela em direção ao local do acidente. Uma coroa de flores será atirada ao mar. O neto do tripulante Gregorio Siles, Isidor Prentice Siles, participará do ato.

Embarcações de diversas marinas e garagens náuticas do litoral norte também participarão da homenagem. A Marinha deverá enviar uma embarcação de grande porte para que o ato seja realizado. Um padre também estará presente para rezar para as vítimas.

 

 

 

 

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Criança desaparecida é encontrada morta em São Sebastião

DESAPARECIMENTO LEONARDO_01São Sebastião – O corpo do menino Leonardo de Jesus, de 6 anos, foi localizado na tarde deste sábado (20), num matagal próximo à sua residência, no bairro de Juquehy, em São Sebastião. Ele estava desaparecido desde a última quinta-feira (18), quando teria sido visto pela última vez, por volta das 17h, andando de bicicleta. No momento do desaparecimento, ele usava apenas uma sunga branca.

A Polícia Civil, que investiga o caso, com base em informações preliminares, informou que a criança possivelmente teria sido morta a pauladas. A bicicleta foi encontrada ao lado do corpo dele. O delegado seccional do Litoral Norte, Múcio Alavarenga, disse que a linha de investigação aponta para a possibilidade de o criminoso ser conhecido da criança.

Desde o desaparecimento, a comunidade da região se empenhou para tentar localizá-lo. Fotos de Léo, como era conhecido, foram espalhadas pelas redes sociais. Segundo a Polícia Militar, com base em relatos de possíveis testemunhas, Léo teria sido visto na companhia de um homem, de porte magro, que usava uma bermuda azul, sem camisa.

Atualizada às 18h04